Notícias | 04.07.2011 | Parceria leva capacitação para RESEX Mapuá
Desde janeiro estão acontecendo diversas “Oficinas de Manejo de Açaí”, na Reserva Extrativista Mapuá, município de Breves, Ilha do Marajó, Pará.
Esse trabalho é fruto do “Projeto Medida de Desenvolvimento (MD) Manejo e Desenvolvimento Sustentável nas Florestas do Marajó”, que teve início este ano, e tem como objetivo fomentar o desenvolvimento econômico e social das populações locais, garantindo o uso sustentável dos recursos naturais.
O “Projeto MD do Marajó” trata-se de um trabalho realizado pela Agência de Cooperação Alemã GIZ, em parceria com o Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS), Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (IDEFLOR) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBiO). Além da RESEX Mapuá esse Projeto atende também as comunidades marajoaras da RESEX Terra Grande Pracuúba, situada nos municípios de Curralinho e São Sebastião da Boa Vista.
A coordenação do “Projeto MD do Marajó” é pela Coordenadora do CNS Cristina Silva e pelo Economista Johannes Zimpel da GIZ. Os cooperantes Édel de Moraes e Ivanildo Brilhante são os executores das ações junto às comunidades locais.
Nas Oficinas de Manejo de Açaí são repassadas informações técnicas para potencializar a produção e agregar valor a esse que é considerado o “ouro negro da floresta”, atualmente utilizado em diversos produtos no Brasil e no mundo.
Estão sendo capacitadas 20 (vinte) famílias, na Comunidade Bom Jesus, com aulas teóricas e atividades práticas diretamente nas propriedades rurais.
Nesse trabalho se enfatiza também a importância da várzea - ambiente alagadiço característico da região - como um todo, tanto pelos seus serviços ambientais como pelo potencial econômico não madeireiro de outras espécies nativas como andirobeira, pracaxi, miriti, entre outras.
Dentro do contexto de capacitação para os moradores da RESEX Mapuá surgiu outra proposta de oficina que é a de Organização Social. O objetivo é fortalecer a estrutura das bases comunitárias para tratar das diversas questões que afligem as populações tradicionais, pautadas sobretudo nas políticas públicas, quase sempre ausentes nessas regiões, e de ordem socioeconômica como a comercialização do açaí.
Enviado à redação por:
Giovanni Sallera Júnior
Ambientalista