Notícias | 27.05.2011 | Manejo de açaí é tema de oficinas na Resex Terra Grande-Pracuúba‏


  

  
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Já está em andamento o Ciclo de Oficinas de Manejo de Açaí na Resex Terra GrandePracuúba, situada no Arquipélago do Marajó, Pará. As primeiras comunidades contempladas, em abril, foram as de São Sebastião, localizada no Rio Guajará, e São Raimundo, que fica no entorno da reserva às margens do Furo Maracati. A proposta do ciclo surgiu de demanda dos próprios moradores e usuários da Resex, manifestada nas recomendações do tópico Produtos Florestais Não Madeireiros, do Plano de Uso da Resex, elaborado em fevereiro e que aguarda aprovação do macroprocesso responsável.

O planejamento e a execução das oficinas de manejo de açaí vieram da parceria com o escritório local da Emater em Curralinho, Pará. A empresa, que já vinha realizando oficinas dessa natureza na região, conta com capacidade técnica e ainda com material de campo necessário, ferramentas e equipamentos de proteção individual.

Essas oficinas vão além do açaí, enfatizando a importância da várzea - ambiente alagadiço característico da região - como um todo, tanto pelos seus serviços ambientais como pelo potencial econômico não madeireiro de outras espécies nativas como andirobeira, pracaxi, miriti, entre outras. Com a parceria, técnicas de manejo de açaí serão levadas à todas as comunidades da reserva extrativista de forma a potencializar a produção e agregar valor a esse que é considerado o “ouro negro da floresta”, atualmente utilizado em diversos produtos no Brasil e no mundo. Dentro do contexto de capacitação para os moradores da Resex, surgiu outra proposta de oficina que é a de Organização Social. O objetivo é fortalecer a estrutura das bases comunitárias para tratar das diversas questões que afligem as populações tradicionais, pautadas sobretudo nas políticas públicas, quase sempre ausentes nessas regiões, e de ordem socioeconômica como a comercialização do açaí.

 

 

A Oficina de Organização Social será conduzida por uma cooperante do Conselho Nacional das Populações Extrativista - CNS pelo Projeto Medida de Desenvolvimento Marajó - MD Marajó, que é implementado pela parceria entre a agência de cooperação alemã GIZ, o Instituto de Desenvolvimento Florestal Florestal do Estado do Pará, o ICMBio e o CNS. A intenção é agregar as duas oficinas, Manejo de Açaí e Organização Social, em uma única agenda, pois tratam-se de dois eixos associados ao desenvolvimento socioeconômico desses ribeirinhos com uso racional dos recursos naturais.

Compuseram a equipe desse primeiro ciclo o analista ambiental do ICMBio, Andrei Cardoso, o coordenador do escritório local da Emater, Sandro Pinheiro, e os cooperantes do Projeto MD Marajó, Édel de Moraes e Ivanildo Brilhante.

 

 

 


Texto: Alex Fiuza