Notícias | 19.04.2011 | Dia do Marajó em Belém


  

O “Dia do Marajó” é uma iniciativa do Programa Viva Marajó, coordenado pelo Instituto Peabiru e o Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável. A proposta é que o evento ocorra uma vez por mês, debatendo os temas ambientais, sociais, econômicos e culturais da região apresentados por especialistas e pesquisadores.

No primeiro “Dia do Marajó” ocorrido em 19 de agosto de 2010 foi lançada a “Rede Marajó”, uma iniciativa de organizações da sociedade civil para pressionar o poder público, as organizações empresariais e a sociedade em geral para uma agenda positiva para o Arquipélago. 

Para a palestra inaugural do “Dia do Marajó”, o Instituto Peabiru convidou Ima Vieira, pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, e sua diretora entre 2002 e 2005.

A realidade do Marajó

O Arquipélago do Marajó reúne 16 municípios do Estado do Pará, é maior que 7 estados brasileiros e abriga população de 425 mil habitantes. Segundo o TRE, 85% de sua população é analfabeta ou tem baixa escolaridade.

Enquanto a economia do Brasil e do Pará crescem vertiginosamente, a do Marajó está em colapso. Em verdade, o marajoara jamais se beneficiou de seus ganhos econômicos e do patrimônio cultural e natural.

Prioridade ambiental a décadas, com 48 diferentes paisagens, numa das regiões mais complexas e frágeis da Amazônia, até hoje o Marajó não conta com unidades de conservação e de proteção integral. Suas águas também merecem especial atenção, afinal por lá passam 25% de toda a água doce dos rios do Planeta.

O patrimônio arqueológico do Marajó é um dos mais importantes das Américas, porém continua ameaçado. Não existe sequer um parque para protegê-lo. O único museu na região, o Museu do Marajó, passa por grave crise e necessita de apoio. A cultura, formada por sua mitologia, linguajar, folclore, danças, festejos, culinária, arquitetura e literatura, precisa de urgente atenção, registro e proteção.

As comunidades quilombolas ainda não estão reconhecidas e as ribeirinhas encontram-se isoladas e desprotegidas. Em 2005, o Governo Federal lançou o Plano Marajó, um exemplo de fracasso, até agora.

Estes são apenas alguns dos desafios enfrentados pela região que a sociedade civil irá discutir ao longo dos eventos mensais do “Dia do Marajó”.

 

Aberto ao público. Informações: (91) 3222-6000 e vivamarajo@vivamarajo.org.br


  
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Convite encaminhado à redação por Giovanni Sallera Júnior.