Notícias | 08.04.2011 | 15 de Abril: ato público contra a corrupção em Marajó
Enviado à redação por Giovanni Salera Junior
Segue, em primeira mão, nota assinada pela Sra. Fabiane Nascimento do Fórum de Educação do campo do marajó sediada em Breves, na qual esclarece e conclama os cidadãos marajoaras para a realização de ato público, de cunho pacífico, a ser realizado em pelo menos 6 cidades do arquipélago no dia 15.04.2011 mirando dois objetivos: (1) protestar contra a criminalização do movimento de revolta por parte da população curralinhense que já não suportava mais a onda de denúncias de corrupção na administração municipal daquele Município, em 26.03.2011 e ); e (2) protestar contra a corrupção generalizada que assola todo o arquipélago, que atinge diretamente a população nos âmbitos da saúde, educação, entre outros. O fato é que o próprio Ministério Público já declarou que as verbas remetidas ao Marajó não condizem com a situação penosa em que vivem seus moradores. No caso específico de Curralinho R$ 9 milhões foram gastos sem qualquer comprovação pelo executivo - dados CGU.
Em seguida, leia nota de esclarecimento emitida pelo SINTEP, subscrito por Randel Sales Monteiro e Paulo Silva Junior, Coordenadores da Subsede, sobre o ocorrido em Curralinho, no qual contesta a versão dada pelo Prefeito do Município em descrição dos fatos mencionados.
Olá companheiras e companheiros,
No dia 15 de abril, no Município de Curralinho acontecerá um Ato Público em desfesa dos companheiros e campanheiras do movimento social, que estão sendo criminalizados por reivindicarem seus direitos. Esse Ato nasce a partir da indignação dos movimentos sociais do Marajó que resolveram se unir para dizer não a corrupção e consequentemente não a miséria, não ao descaso com a sáude, não ao descaso com a educação ou seja não a todas formas de exclusão e opressão do povo marajoara.
Por isso, companheiros e campanheiras dos movimentos sociais do marajó e de outros os recacontos do Pará, venham juntar-se a nós neste dia numa caminhada pacífica em apoio aos compamheiros/as e sobretudo em defesa do Marajó, porém se caso não puderem vir divulguem a outros movimentos sociais esse ato. Além da caminhada nós iremos discutir algumas demandas referentes ao marajó e construir uma agenda de para dois e onze.
Os movimentos de alguns municípios que já aderiram ao movimento foram: Breves, Curralinho, Portel, Bagre, Oeiras do Pará, São Sebastião da Boa Vista((STTRS, SINTEPPS, SINTESPS, Fórum de educação do campo do marajó, movimento estundantil, conselhos municiapis da saúde, educação e fUNDEB).
PS: Segue abaixo a nota de esclerecimento do SINTEPP de Curralinho.
Um forte abraço,
Fabiane Nascimento
Fórum de Educação do campo do marajó(Breves)
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NOTA DE ESCLARECIMENTO
A população de Curralinho, uma das cidades mais pobres do Marajó e do Pará, enfrenta, diariamente, graves problemas na saúde, na educação, na segurança e em todos os serviços públicos. O poder municipal sempre alegou falta de verbas para justificar o caos. Foi com surpresa que recebemos a notícia de que um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que R$ 9,7 milhões de verbas federais foram gastos pelo prefeito sem a menor comprovação. Destes R$ 8 milhões seriam de verbas destinadas à educação e R$ 1,7 milhão são da área da saúde.
Diante dessa imoralidade administrativa alguns vereadores propuseram que a Câmara Municipal investigasse o caso, mas uma manobra da maioria, que apóia o prefeito Miguel Santa Maria (PSDB), impediu a apuração dos fatos. A população, indignada, passou a manifestar-se contra a decisão da câmara municipal.
O prefeito, em entrevista ao portal ORM e à TV Liberal, alegou que “...acontecia uma paralisação de servidores da educação do município. Os servidores estavam próximos a Câmara e, um deles pegou o microfone e começou a falar mal da minha administração e incentivou que tanto os professores, quanto pessoas que estavam por lá, agissem com vandalismo...”.
Diante dessas acusações inverídicas o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA NO PARÁ – SINTEPP, vem a público esclarecer que:
1- Os trabalhadores em Educação ligados ao SINTEPP estão em Greve por tempo indeterminado em função do não cumprimento de acordos realizados entre SINTEPP e PREFEITURA;
2- No dia 25/03 (6ª feira) estávamos em Audiência de negociação com a prefeitura. O prefeito não estava presente porque, segundo sua assessoria, estava em audiência na FUNASA. Mas, na citada entrevista o mesmo disse que estava em Belém cuidando do pai doente, caindo em flagrante contradição;
3- Quando Informados do tumulto na Câmara Municipal a negociação SINTEPP/PMC, que ocorria na sede da prefeitura, foi interrompida e remarcada para 16:00h. Os diretores e filiados do SINTEPP foram para a frente da Câmara Municipal, onde populares estavam reunidos protestando em função da não aprovação da Comissão de Investigação de Desvio de Recursos do Município.
4- O dirigente do SINTEPP ao usar da palavra, falou de sua indignação com a postura dos vereadores em não assumirem seu papel constitucional de fiscalizar o poder local, mas em nenhum momento incitou a população a depredar o patrimônio público;
Neste sentido não aceitamos que os trabalhadores em Educação sejam responsabilizados pelo ocorrido. Queremos que o Prefeito Miguel Santa Maria que já assumiu publicamente que: “A gente errou! O problema é que confiamos nas pessoas sem esperar que elas nos tragam problemas”, venha a público dizer quem são os responsáveis pelos desvios de recursos. Queremos que ele diga quais providências foram tomadas a fim de penalizar os verdadeiros marginais.
Por último, não iremos permitir que o nome do SINTEPP e de seus dirigentes sejam criminalizados, queremos saber quem são os membros da quadrilha que saqueia os cofres públicos, que frauda licitações; frauda empréstimos consignados, contra cheques; que frauda a folha de pagamento que não repassa o desconto dos servidores ao Instituto de Previdência?? Não aceitamos que os criminosos saiam como vítimas pelos crimes que cometeram e a população como vilã.
Randel Sales Monteiro e Paulo Silva Junior
Coordenadores da Subsede