Notícias | 31.01.2011 | Parceiros do Marajó visam melhoria da cadeia produtiva do açaí

Segundo Michael Herberholz, a oficina é composta de dois momentos: teoria e prática. “Através da capacitação, tentamos seguir um caminho lógico, de forma que o participante saia daqui capaz de iniciar a formatação de um projeto e submetê-lo a um edital de financiamento”, explica Michael. “Para isso, apresentamos um pouco da teoria e conceitos de formatação de projetos e, em seguida, partimos para a prática, onde todos trabalham juntos para elaborar um produto final: um projeto finalizado”, diz o cooperante da GIZ.  

 

Aprendizado – Para Arlei Gonçalves, Presidente da Associação da Casa Familiar Rural, localizada na Resex Mapuá, a oportunidade de participar da capacitação da GIZ está sendo um grande aprendizado. “Eu Já tinha trabalhado na elaboração de alguns projetos antes, mas nunca tinha participado de uma oficina específica para isso.

 

Aconteceu, nos dias 26 e 27, na Regional Belém do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, a oficina de Mobilização de Recursos, ministrada por Michael Herberholz, cooperante da agência alemã de cooperação (GIZ).

 

Participaram da oficina representantes de comunidades extrativistas do Pará, profissionais do escritórios do CNS Belém e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), assim como cooperantes nacionais e internacionais da GIZ. Um dos objetivos da oficina tem sido capacitar atores sociais para formatar projetos com ações voltadas para a melhoria da cadeia produtiva do açaí, com enfoque específico para as Reservas Extrativistas (Resex) de Mapuá e Terra Grande Pracuúba, localizadas respectivamente nos municípios de Breves e Curralinho, no Estado do Pará.

Sem dúvida, o que aprendi durante esses dois dias vai se transformar em grandes oportunidades para os extrativistas da Resex Mapuá”, revela Arlei. “Já tive algumas ideias para aplicar os conhecimentos que recebi na oficina em um projeto de manejo de açaí. Vou aproveitar também para repassar o que aprendi para a minha comunidade”, diz o extrativista.  

 

A oportunidade de trocar experiências com representantes de outras localidades também foi um dos pontos destacados por Edel Moraes, cooperante nacional da GIZ no CNS, que atua no projeto conjunto das organizações no Marajó. “O fato da turma ser bem diversa ajudou muito. Isso possibilitou a construção de um aprendizado conjunto, através da troca de informações entre todos”, explica a cooperante, que já havia trabalhado em projetos pedagógicos na Região Amazônica. “A vivência nos momentos extra-oficina também foi importante. Os bate-papos durante o almoço e os intervalos também ajudou a construir uma “rede” entre todos. Foi bom ver como os participantes estão comprometidos em proporcionar a melhoria da qualidade de vida no Marajó. Muitas comunidades lá perdem a oportunidade de receber recursos por não estarem capacitadas para elaborar projetos e gerir os mesmo.

 

Então, esta oficina deve nos dar ferramentas para isso”, finaliza Edel.   Projeto - A Medida de Desenvolvimento (MD) “Manejo e Desenvolvimento Sustentável nas Florestas do Marajó”, teve início este ano. Além de GIZ e CNS, participam o ICMBio e o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor). Através do trabalho conjunto, deve ser fomentado o desenvolvimento econômico e social das populações locais, garantindo o uso sustentável dos recursos naturais.  

 

Texto e foto: Tiago Araújo (Comunicação GIZ)