Notícias | 03.01.2011 | Disputa por terra faz mulher matar marido
A disputa por terras em geral da União por pequenos proprietários e grandes fazendeiros faz mais uma vítima no Pará, desta vez no município de Anajás, na Ilha do Marajó.
O agricultor Sergio Cabral da Cruz de 29 anos que morava, no igarapé do Francês, limites entre os municípios de Anajás e Santa Cruz do Arari, foi assassinado a facadas pela companheira identificada apenas por “Lia” em uma trama ainda não bem investigada pela Polícia Civil.
O registro do homicídio foi feito na Delegacia de Polícia Civil do município de Anajás na Ilha do Marajó e o corpo do agricultor acabou não passando por perícia devido à distância entre a sede do município e o local do crime, mais de sete horas de barco.
Familiares da vítima estiveram na cidade uma semana após o crime para buscar a prisão da acusada que teria praticado o crime a mando de um homem identificado apenas por “Tavares” que seria o braço direito do fazendeiro conhecido por “Cimei”, que teria comprado as terras onde o agricultor morava.
O medo e a insegurança que passaram a fazer parte do dia a dia dos ribeirinhos do Igarapé do Francês vêm aumentando a cada dia com registro de invasões de seguranças armados e queima de barracos e destruição de plantações e animais na tentativa de expulsar os ribeirinhos da área.
Local de difícil acesso nesta época do ano devido o problema de marés o igarapé do Francês torna-se alvo preferido de supostos fazendeiros que vem implantando o terror no local, onde a Polícia Militar dispõe de poucos homens além da precária logística para se chegar até as áreas de conflito.
Segundo as informações do município de Anajás o delegado nomeado para atuar na cidade atende também a Superintendência dos Campos do Marajó no município de Soure ficando a Delegacia de Polícia nas mãos de um escrivão e dois investigadores.
Como o juiz está ausente da cidade por conta do recesso, o inquérito policial que pede a prisão preventiva da acusada ainda não foi despachado. “Lia” teria se apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Arari dias após o crime e logo foi liberada enquanto “Tavares” acusado de ser o intermediário esta foragido. (Diário do Pará)