Notícias | 16.06.2010 | Tumulto no Porto Camará no Marajó
Comentário do VM:
Resumo da ópera: temos um cartel legalmente constituído no transporte de passageiros na rota Belém-Marajó via Camará. A livre concorrência no setor é coisa do passado e, tinha que ser, tudo com o endosso estatal. Eis aí uma das inúmeras evidências que nos permite ter a noção de uma das principais razões fazem a região marajoara ser tão pobre: a pobreza mental. Ao invés de as empresas prestadoras do serviço juntarem-se no sentido de criar facilidades para os turistas que vêm deixar seu dinheiro na ilha, acabam, dessa maneira, afastando-os. Por tudo isso dedico a esses "empreendedores" um adjetivo meritoriamente conquistado: burros!!
Marcos Paulo Miranda
Editor do VM
Vários atletas que participaram do JEPs em Soure ficaram no porto de Camará sem ter conseguido viajar para Belém na manhã da segunda-feira (14/06).
O barco da empresa Arapari não conseguiu levar toda a demanda de passageiros que compareceu ao porto buscando viagem para a capital.
Cerca de 300 pessoas ficaram sem conseguir viajar para Belém, esperando a viagem desde as 4h da madrugada. O navio Otávio Oliva, da empresa Banav, estava ancorado no porto, porém a Arcon não autorizou que a embarcação fizesse a viagem devido um acordo firmado entre as empresas que atendem a linha. A ordem era que aguardassem a vinda, de Belém, de outra embarcação da empresa Arapari.
Enquanto o outro navio não chega os passageiros estão tendo mesmo que amargar uma espera que deverá durar até a tarde quando ocorrerá a segunda viagem do dia, as 15h.
Muitos dos passageiros impedidos de viajar reclamam dos prejuízos provocados pelo imprevisto. Eles exigem uma explicação do único funcionário da Arcon presente no porto, porém a resposta é que não se pode fazer absolutamente nada.
Dois vereadores estiveram presentes no porto durante a manifestação, um de Salvaterra e outro de Cachoeira do Arari, eles tentaram negociar com as autoridades portuárias sem sucesso. Passageiros que chegavam ao Marajó pela lancha Álamo filmavam e fotografavam a cena grotesca das pessoas amontoadas na grade do setor de embarque reclamando e reivindicando o direito a viagem.
O que mais preocupa a população local é o fato de que estamos, novamente, nos aproximando da temporada de férias, e os problemas com o acesso a região continuam, a cada ano com mais intensidade. “O acordo feito entre os empresários do setor com o apoio da Arcon e do Setran só beneficia eles, nós é que ficamos aqui literalmente a ver navios”, disse um aposentado que tentava viajar.
Fonte: Diário do Pará.