Notícias | 02.06.2010 | Sespa inicia ciclo de oficinas de combate ao escalpelamento em Melgaço

Comentário:

 

Lamentável que esse tipo de acidente ainda seja uma coisa tão comum nos rios da Amazônia. Bastaria apenas que se fizesse a proteção dos eixos dos motores dos barcos... Concordamos que se trata de um trabalho de conscientização. Mas também vemos que, além da proteção nos eixos, também as senhoras deveriam tomar o devido cuidado com os seus longos cabelos ao adentrarem em barcos sem proteção.

 

Marcos Paulo G Miranda

Editor do VM

A Coordenação de Educação em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Comissão Estadual no Combate aos Acidentes com Escalpelamento, inicia nesta quarta, 19, no município de Melgaço, um ciclo de oficinas de prevenção aos acidentes por embarcações sem proteção do eixo do motor.

 

De acordo com uma das ministrantes da oficina, enfermeira Iraquelma Nascimento, o momento é de "estimular a participação da população na construção de ações estratégicas para o combate aos acidentes com escalpelamento nos municípios ribeirinhos do Pará".

O treinamento em Melgaço dura dois dias e depois segue para Anajás, onde a equipe da Sespa permanece até o dia 27. Na sequência haverá oficinas em Igarapé-Miri, nos dias 1º e 2 de junho, e ainda nos municípios que estarão no roteiro da ação "Rios de Saúde 9", que acontecerá de 7 de junho a 2 de julho entre Prainha, Monte Alegre, Faro, Terra Santa e Gurupá, zona oeste do estado.

Uma atividade similar acontecerá simultaneamente em Altamira, entre 30 de junho e 1º de julho.

De acordo com Iraquelma Nascimento, a mobilização em torno do tema reunirá agentes públicos e movimentos sociais de 13 municípios considerados alvos da oficina, a exemplo de Chaves, Afuá, Melgaço, Anajás, Igarapé-Miri, Altamira, Bagre, São Sebastião da Boa Vista, Oeiras do Pará, Tucuruí, Ananindeua, Belém e Gurupá.

 

Essas oficinas representam um esforço do governo do estado em combater o acidente com escalpalmento, que se caracteriza pela extração total ou parcial do couro cabeludo e mutilação de algumas áreas do rosto, como face, sobrancelhas, pálpebras, orelhas, e parte da região cervical.


 

Sabe-se que esse acidente provoca, além das sequelas físicas, vivência de intenso sofrimento psíquico e social que atravessam a continuidade da vida das pacientes, com danos significativos à autoestima, à identidade, à percepção corporal, ao humor, às relações afetivas globais e, além disso, interfere na dinâmica e economia familiar.

 

Fonte: Agência Pará de Notícias