Notícias | 02.06.2010 | Pará registra epidemia de malária

Comentário do VM:

 

"A Saúde no Brasil está beirando a perfeição". Com essa frase (mais uma) do presidente Luis Inácio, o Lula, podemos medir o tamanho do cinismo com o qual o governo vem tratando a questão da saúde no Brasil. Estamos vivendo um verdadeiro PAC da Saúde, ou seja, tudo muito bonito, mas só no comercial. Está configurado o descaso para com a vida dos brasileiros do Pará. Agora fica a pergunta: quanto vale a vida de um paraense? Será menor que a vida de um brasileiro do Sul ou do Sudeste?

 

No fundo, tudo depende de onde tem mais ou menos câmeras ligadas à grande mídia, a qual tem o poder de forçar as rédeas da fera estatal.

 

 

Marcos Paulo G Miranda

Editor do VM

Mais de 2.600 casos foram registrados foram no município de Oeiras do Pará nos primeiros cinco meses desse ano

 

O número indica que uma em cada dez pessoas já contraiu a doença no município. Foram contabilizados ainda três suspeitas de óbito em decorrência da doença. De acordo com o prefeito Edvaldo Nabiça Leão, a situação está desesperadora. E o município aguarda há semanas que o Ministério da Saúde envie medicamentos.


Segundo Nabiça, a situação é mais preocupante porque o único hospital da cidade está interditado judicialmente há um ano. Sem atendimento médico e medicamentos, ele afirma que os doentes estão sendo amparados na base do improviso. A Secretaria de Saúde do Município desocupou uma sala onde funcionava o Programa Saúde à Distância, para que os doentes possam ser hidratados.

 

Durante a passagem por Brasília, na semana passada, o prefeito requisitou a bancada federal para interceder junto ao Ministério da Saúde. O Deputado Federal Nilson Pinto (PSDB) foi ao Ministério e recebeu a Informação de que os remédios estavam atrasados por um problema na sua produção, feita pela Fiocruz. No entanto, técnicos do sistema operacional da pasta de Saúde garantiram que os medicamentos estariam no município até o dia 17 de maio, o que não aconteceu.

CONTRADIÇÃO

 

O Liberal entrou em contato com o Ministério da Saúde. Representantes do órgão afirmaram que foram entregues no município cerca de cinco mil comprimidos de cloroquina, o que atenderia 500 pessoas durante vinte dias. Porém, esse não era o remédio que estava faltando, e sim a primaquina. Segundo o Ministério, um novo esquema de tratamento será tentado.

 

O prefeito de Oeiras do Pará mostrou preocupação com relação ao posicionamento do Ministério. ‘Estes cinco mil Comprimidos de cloroquina devem durar apenas uma semana. Nós já tinhamos dele aqui, mas vamos pegar mais até chegar a primaquina, que é um comprimido muito mais eficente no combate à malária’, afirmou Edvaldo.

 

O Secretário de Saúde do Município, Marinho Silva, garantiu que o Governo do Estado se comprometeu em entregar em um mês o hospital da cidade, com as adaptações exigidas pela Justiça. Até agora, porém, nada foi feito. Com isso, o posto de saúde de Oeiras tem funcionado 24 horas por dia.

 

O avanço da malária não se restringe à Oeiras do Pará. Outros municípios da região do Marajó, entre eles Anajás, Curralinho e Breves, já registram aumento dos casos da doença. No município de Oeiras a evolução da doença tem se manifestado nos últimos meses: a cidade registrou nove casos em fevereiro, 26 em março e em abril já estava com 330.


Fonte: O Liberal

PAC DA MALÁRIA