Notícias | 22.06.2010 | Lula inaugura terreno baldio no Pará

Comentário do VM:

 

Primeiro tivemos que assistir o Serra inaugurando uma maquete em São Paulo.
 
Agora vem o Lula, inaugura um terreno baldio e renova uma promessa feita em 2006 !!

Avante BRASIL !!

 

Orlando Miranda

Editor VM

Usina da Vale é promessa feita há considerável tempo, ainda nas eleições de 2006.
 
Mas o diretor da empresa admite que até o fim deste ano só terraplanagem será feita

No esforço para impulsionar a campanha da petista Ana Júlia Carepa à reeleição no Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "inaugurou" ontem um terreno baldio e comandou um comício em estádio de futebol.

Em Marabá, com estardalhaço, Lula anunciou, num palanque montado num terreno vazio da Transamazônica, o "início" da terraplenagem para construção de uma usina siderúrgica da Vale.

 

Até o final deste ano, a obra não passará da fase de terraplenagem, admitiu em entrevista após o evento José Carlos Martins, diretor executivo de Ferrosos da companhia.

O empreendimento faz parte de uma lista de promessas feitas nas eleições de 2006 nas regiões Sul e Sudeste do Pará que dificilmente serão cumpridas. Lula e Ana Júlia prometeram também a pavimentação do trecho paraense da Transamazônica e um plano de desenvolvimento sustentável da BR-163. A entrega das eclusas de Tucuruí, outra promessa, ocorrerá em setembro, disse a governadora.

Para mostrar a importância do evento que, segundo Lula, "mudará a história industrial do Estado", assessores da Presidência e do governo do Estado e funcionários da Vale pediram a uma empreiteira da companhia que estacionasse no terreno vazio nove retroescavadeiras e 16 caçambas.

Lula e a governadora subiram numa das máquinas para as tradicionais fotos de viagens presidenciais. Nas contas oficiais, a obra da siderúrgica vai gerar 16 mil empregos. A usina empregaria 5.300 mil empregos diretos durante as operações.

 

Mais cedo, em Altamira, nem mesmo a presença de Lula evitou que Ana Júlia fosse vaiada por uma plateia de cerca de dez mil pessoas que lotaram o estádio municipal do Bandeirão, no centro de cidade, para ouvir o presidente defender a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

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