Notícias | 27.08.2010 | Desvio de R$ 3 milhões do BB de Breves
As prisões foram efetuadas nesta quarta-feira (25), em Breves e Belém. Segundo as investigações, o esquema desviava verbas do convênio entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e associações de produtores rurais do município de Breves, com a participação de um ex-funcionário do banco.
O suspeito de chefiar o esquema é Tomáz Nogueira Junior(o Tomazinho), é ex-funcionário do banco. Ele e sua irmã, que é acusada de se beneficiar com o desvio, foram presos na capital. Uma outra pessoa acusada de integrar a quadrilha também foi presa na capital (Ronaldo Leão, ex-secretário de finanças e parente do prefeito de Breves).
Em Breves a polícia prendeu mais seis suspeitos do desvio. Todas as contas bancárias dos acusados foram investigadas e nelas encontradas altas quantias em dinheiro. Na casa de alguns deles foram apreendidos carros, motos, dinheiro e produtos eletroeletrônicos.
Na casa da irmã de Tomáz, em Belém, a Polícia apreendeu uma Mitsubishi L200, um Fiat Idea e uma moto avaliada em R$ 60 mil. 'Os veículos são luxuosíssimos. Só na L200 existe uma aparelhagem de som avaliada em mais de R$ 30 mil', conta Walrimar Santos, assessor da Polícia Civil.
Na noite desta quarta-feira (25), o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) enviou uma nota à imprensa sobre a operação que investiga o desvio de R$ 3 milhões de um programa do governo federal. De acordo com o órgão, as investigações, que resultaram na prisão de sete acusados, iniciaram a partir de uma denúncia da Superintendência do Incra em Belém.
Confira a íntegra da nota:
“Sobre a prisão de pessoas acusadas de desviar verbas de convênio entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e associações de Projetos Agroextrativistas (PAE), depositadas em agência do Banco do Brasil de Breves, a Superintendência Regional da autarquia em Belém esclarece que:
As investigações da Polícia que levaram a prisão das pessoas acusadas de participar do esquema que desviou R$ 3,5 milhões da agência do Banco do Brasil tiveram início a partir de denúncia feita por esta superintendência.
Em julho deste ano, análise da movimentação de recursos depositados em contas correntes vinculadas de associações de projetos agroextrativistas criados pelo Incra em ilhas da região do Marajó, constatou o desvio de cerca de R$ 2,8 milhões da conta da associação PAE Ilha Grande, localizado no município de Melgaço.
O valor desviado é proveniente de um montante total de quase R$ 8,4 milhões, depositados em conta vinculada/bloqueada da associação, para a compra de bens e equipamentos de apoio à produção, em benefício das famílias beneficiárias da política de reforma agrária do governo federal.
A constatação foi feita após se fazer a confrontação entre ordem bancária de pagamento com o saldo existente, que era de R$ 5,5 milhões. Nesse tipo de conta, a movimentação só é possível com a autorização do Incra, o que não fora o caso.
O fato foi imediatamente comunicado ao Banco do Brasil, que, por sua vez, constatou a movimentação não autorizada e se comprometeu a fazer a devolução do valor desviado, para que as famílias continuem recebendo o crédito de apoio à produção.
A superintendência congratula a Polícia Civil do Pará pela rápida ação que levou a prisão dos acusados e espera que a Justiça responsabilize os culpados pelo crime.
Continuamos atentos ao uso dos recursos destinados a milhares de famílias que tanto precisam do apoio para continuar produzindo e viver de forma digna.
Reafirmando seu compromisso com a transparência na utilização de verbas públicas, esta Superintendência se coloca à disposição da sociedade e dos órgãos de controle do Estado para maiores esclarecimentos.
Superintendência Regional do Incra Belém”
Dipario do Pará e Portal ORM