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Cultura

O arquipélago possui uma cultura diversificada em sua música tal como o curimbó ou carimbó, sua culinária e seu artesanato. Quem não nunca ouviu falar das cerâmicas marajoaras? Abaixo, uma pequena amostra do rico mosaico cultural marajora:

 

Considerado ritimamente como uma variação do batuque, o Carimbó é uma dança tipíca do Estado do Pará e, claro, da Ilha de Marajó.

 

O nome carimbó aplica-se tanto a dança como a música. Na língua indígena "Carimbó" - Curi (Pau) e Mbó (ôco ou furado), significa pau que produz som. Em alguns lugares do interior do Pará continua o título original de "Dança do Curimbó". Entretanto, a dança ficou nacionalmente conhecida como "Dança do Carimbó".

 

O Curimbó ou Carimbó surgiu da necessidade que os negros escravos sentiam de se divertir e a música adaptada das rodas de samba favorecia o distanciamento do estado nostálgico dos escravos que viviam nos sítios e fazendas da região.

 

As roupas são coloridas, os homens usam blusas abertas na frente amarradas com um laço na altura da cintura,calça de pano dobradas na altura do joelho.

As mulheres usam uma saia comprida e flores no cabelo. Ambos fazem suas apresentações descalços. Os instrumentos musicais usados são xeque-xeque, reco-reco, pandeiro, os tambores que dão nome a dança, além dos cantos solos. Esses instrumentos compõem o conjunto musical característico, sem a utilização de instrumentos eletrônicos.

 

Nos anos 60 e 70, adicionaram-se ao carimbó instrumentos elétricos (como guitarras) e influências do merengue e da cúmbia. O ritmo tornou-se popular no Nordeste do Brasil e gerou a lambada, que espalhou-se para o resto do mundo.

Dança do Carimbó

 

Cerâmica Marajoara

O ícone da cultura artesanal da Ilha, a Cerâmica Marajoara é reconhecida pelo mundo afora., sendo considerada uma das mais bonitas da Américas.

 

Tem o seu maior acervo no museu Emílio Goeldi em Belém do Pará, também encontrada no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no Museu Arqueológico da USP em São Paulo, no Museu Universitário Prof. Oswaldo Rodrigues Cabral em Santa Catarina, Museu Americano de História Natural em Nova York e no Museu Barbier-Mueller em Genebra. Suas réplicas são comercializadas principalmente em Belém (Icoaraci) e no Marajó.

O italiano Giovanni Gallo é um dos grandes responsáveis pela memória e resgate da civilização indígena da Ilha de Marajó, ele fundou o Museu do Marajó, localizado no município de Cachoeira do Arari, que ganhou o prêmio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

 

A civilização indígena que habitavam no marajó no período do século V a XIV, segundo constam nos registros históricos, dividiam-se em classes sociais, tinham agricultura desenvolvida, com aldeias de população numerosa e realizadores de feitos de engenharia, porém, foi na cerâmica que deixou o seu registro: elas começaram a ser encontradas no inicio do século XIX. Até hoje, ainda não se sabe o real motivo do desaparecimento dessa notável civilização.

 

Artesanato Marajoara

O artesanato do Marajó é uma extensão do artesanato do resto da Amazônia. O Tipiti é uma espécie de prensa ou espremedor de palha trançada usado para escorrer e secar a mandioca ralada. O objeto é utilizado por indígenas e ribeirinhos no preparo da farinha de mandioca (manibat).

 

Após a colheita a mandioca seca ao fogo ou é ralada em um prancha de madeira cravejada de pedras pontiagudas, até virar uma farinha alva e empapada. A farinha é então conduzida ao tipiti. Apesar da mandioca brava possuir um veneno letal, ela foi transformada em alimentação pelos indígenas. Para isso, eles criaram o tipiti, que auxilia no processo de extração do veneno.

O líquido venenoso era recolhido, fervido e transformado no tucupi, caldo utilizado em pratos tipicamente amazônicos como pato no tucupi e tacacá. A massa restante no tipiti é destinada a preparação da farinha e beiju (pão tupi-guarani).

 

Outra peça importante é o Matapí, utilizado para capturar o camarão nas margens dos rios. É engenhosamente confeccionado de modo que o camarão é atraído por uma isca localizada de forma suspensa no interior do matapí, sendo que o animal é conduzido até a referida isca por meio de dois cones que compõem as duas extremidades que também servem de obstáculo pra que o animal capturado não consiga mais sair.

 

Culinária

Na culinária do Marajó encontramos uma gama de opçóes de sabores, com destaque especial para carne de búfalo, que apresenta grandes vantagens em relação a carne de gado, como menor teor de gordura e colesterol.

 

Abaixo, lista das comidas oferecidas na região:

o Frito de vaqueiro - carne de búfalo frita em gordura animal;

o Filé de carne de búfalo ao molho de cupuaçu - fruta da região;

o Caldeirada marajoara - caldeirada típica com peixes da região, como a pescada branca;

o Caldo de Turú - sopa exótica feita com um molúsculo parasita da vegetação do mangue;

o Filé marajoara - Filé com queijo de búfala;

o Chouriço do Marajó;

o Filé de peixe ao molho de caranguejo;

o Sopa de caranguejo

Cozido de Tamuatá ao Tucupí