Artigos | Pelo bem do Liberalismo: Dilma Roussef  precisa  vencer  em outubro

Não, amigo leitor. Este autor não surtou. Foi  exatamente isso que escrevi.

É um absurdo, mas o que se pode perceber é que José Serra  está sendo apresentado como “o candidato dos liberais”, embora suas políticas estejam direcionadas para aumento de controle estatal sobre quase tudo, inclusive sobre as liberdades individuais.

Quem não lembra da Lei Anti Tabagismo por ele aprovada em São Paulo? Somente a atitude de perseguir fumantes  (aqui),  já mostra  do que esse “liberal” é capaz.

 

Mas voltemos ao assunto central:

 

Os petistas insistentemente acusam José Serra de ser um “candidato neoliberal”,  e dessa forma  deixam transparecer  que estão com uma “estratégia alternativa”, uma espécie de “plano B”, caso o candidato do PSDB  vença a corrida presidencial.

 

Eles muito provavelmente já sabem que o candidato que vencer estas eleições assumirá a presidência de um país com uma dívida interna exorbitante, acima de R$ 1,2 trilhão.

Não é preciso ser graduado em economia para perceber que a nossa “bolha” está prestes a estourar, face às péssimas políticas de crescimento imediato levadas a efeito por este governo, aliado ao fato de que não foram adotadas políticas para garantir credibilidade e segurança internacional para investimentos a médio e longo prazo.

 

E essa circunstância se torna ainda mais evidente através de inúmeros fatos isolados, aparentemente desconexos,  como por exemplo, a notícia de que o BNDES está fazendo uso de dinheiro vindo diretamente do Tesouro Nacional simplesmente para financiar algumas poucas empresas! (aqui)

 

Por outro lado, o Governo Brasileiro está praticamente expulsando empresas internacionais com suas políticas estapafúrdias, além do que a conta advinda de seu populismo desenfreado e os vultosos aumentos salariais para funcionários públicos está chegando.

E o resultado disso tudo certamente será a necessidade de pagamento de juros maiores por parte do governo para conseguir rolar sua trilionária dívida junto a credores. Qualquer dono de botequim com habilidade para controlar suas receitas e despesas percebe isso.

É a crônica de um desastre anunciado:

 

Aumento da dívida = aumento de juros = retração de investimentos = diminuição da produção = inflação = desemprego = aumento da pobreza.

 

Não sabemos o quanto o Brasil corre o risco de acabar como uma “Grécia do Hemisfério Sul”. Mas uma certeza está mais que configurada:

 

O keynesianismo praticado pelo atual governo é semelhante àquele levado a efeito pelo estado grego.

 

Portanto, embora seja fato de que o liberalismo não esteja representado por nenhum dos candidatos a presidente, ainda assim, estou tentado a me convencer de que uma vitória do Serra pode abrir a possibilidade de mais apedrejamentos no Liberalismo por conta de desastres advindos exatamente de fatores que os liberais condenam: gastança desenfreada do governo,  crédito em demasia para quem  não pode pagar, assistencialismo com dinheiro destinado a investimentos, excesso de impostos, leis trabalhistas rígidas, benefícios sociais que mais parecem privilégios, burocracia e dirigismo estatal absoluto, ou seja, é exatamente o que Serra e Dilma defendem.

 

Sendo assim, dá-lhe Dilma “coturno vulcabrás”!

 

Mas por favor, só não pense em assaltar nossas casas...

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Orlando Gonçalves Miranda

É assessor jurídico, acadêmico do curso de matemática e um dos fundadores do Portal “A Voz do Marajó”.

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