Artigo | 11.06.2011 | Almoço grátis no Brasil
Todas essas nações hoje estão recorrendo à ajuda internacional através do Fundo Monetário. Foram acordados de seu sono socialista por um despertador programado pela lógica econômica elementar: DEPOIS DO BANQUETE, A CONTA SEMPRE CHEGA.
Estão sendo obrigados a cortar gastos que nunca deveriam ter sido criados. Estão cortando na carne de uma população que foi criminosamente viciada com injeções na veia de facilidades e benesses estatais.
Em Portugal, por exemplo, a população aparentemente acordou e já deu um pé no traseiro do Partido Trabalhista local. Apesar de já ter sido tarde demais. Tarde pelo fato de já terem chegado a um ponto sem volta diante das poucas opções de manobra diante de um sistema econômico unificado pela União Européia. Uma verdadeira arapuca armada sabe-se lá por quem. Mas os motivos já se mostram bem definidos: varrer a soberania das nações do continente europeu para dar lugar a uma grande malha socialista. Isso já foi tentado antes por meio da II Grande Guerra, na qual Stalin tentou usar Hitler como ponta de lança para atingir o mesmo resultado que hoje - sem nenhum disparo - já se encotra em fase de consolidação.
E não se engane: em se mantendo essa mesma cultura populista em solo brazuca a Europa de hoje, em termo de crise, será o Brasil de amanhã. Senão vejamos:
Em pouco mais de 8 anos os sinais de tempestade por aqui já estão bem visíveis. Já se podem ver os flashes dos raios na linha do horizonte com o crescente aumento dos impostos que, evidentemente, vêm servindo para maquiar a falta de dinheiro em caixa de um governo que só vem multiplicando a dívida interna que já chegou na casa dos R$ 1,7 trilhões e, perigosamente, não pára de crescer. Endividaram pesadamente a nação apenas para bancar a ilusória sensação de bem-estar social da população ao tempo em que tal dívida crescente vem custeando regimes de esquerda por todo o continente sulamericano e ilha de Cuba. A construção da usina de Belo Monte para essencialmente suprir a energia de Venezuela é um exemplo descarado. Prova disso é que técnicos venezuelanos vivem a "supervisionar a obra" como se fosse deles.
Da mesma forma que nos países que compõem o PIGS , por aqui o número de pessoas que não trabalham e vivem apenas das têtas estatais vêm se multiplicando e formando uma verdadeira "BOLHA SOCIAL". Em breve, seguindo o citado exemplo, teremos que fechar a conta e saldar a fatura. E tome choradeira e a velha busca pelos "culpados", quando o culpado é cada um de nós que comprou a mentira.
Medidas como o programa Bolsa Família, Bolsa presidiário ou, mais recentemente, o aclamado Brasil sem Miséria constituem exemplos que nos dão uma boa idéia da grande encrenca que estão nos metendo. Juntando tudo, já temos uma explosão das despesas sem o respectivo lastro de receitas. E tudo isso por nada visto que pouquíssimos indivíduos terão realmente uma mudança significativa em seu padrão de vida com uma esmola R$ 100 a R$ 200/mês. O que per se denuncia o caráter demagógico do assistencialismo tupiniquim.
Hoje o Brasil dorme e ignora o exemplo dado pelo velho continente e permanece no mesmo erro apenas para atender aos devaneios ideológicos de um grupo de "iluminados" que fanfarreiam ao fingir saber o que é melhor para todos com suas soluções prontas de "um mundo melhor possível".
E a lição européia para a qual os nossos "mestres" fecham os olhos e os ouvidos é a seguinte: ESTADO FORTE SOMADO A IDEIAIS SOCIALISTAS EXACERBADOS SÓ PODEM RESULTAR EM CRISES (morais e econômicas).
Afinal, almoço grátis só pode existir na casa da mamãe.
Postado por Marcos Paulo G Miranda
Editor VM
As chamadas "políticas sociais" do governo brasileiro nunca foram sua invenção tal como busca pretenciosa e forçosamente fazer crer que é, como se vê em frases de efeito do tipo "nunca antes na história desse país".
Essa forma insana de lidar com as riquezas de um país já vem sendo praticada por muitos governos do velho mundo, especialmente nos países que constituem o chamado PIGS (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha), governados por partidos intitulados como trabalhistas de esquerda.
Nesses países, a doutrina política do bem-estar social (em inglês: Welfare State) em que o estado é o grande provedor, já começa a cobrar seu preço, e bem alto. Tão alto que ameaça arrastar toda a europa para o grande "buraco social", se permitem o termo.
Essas medidas "em favor do povo", igualmente tão endeusadas por estas terras brasileiras, vêm dando seus frutos e mostrando assim a sua verdadeira face: a da causa das chamadas ressacas econômicas pós farra com o dinheiro do contribuinte. E no fim, todos sofrem e ninguém tem a coragem de admitir qual a causa da ressaca. E da mesma forma que o baladeiro de plantão, já se preparam para a próxima festa, culpando o capitalismo, a união européia, enfim: os outros.
O número daqueles que de algum modo dependem direta ou indiretamente dos recursos públicos já ultrapassou a capacidade de sustentação por parte daqueles outros que produzem e repassam ao intermediador (estado) boa parte da riqueza por meio de impostos. Eis aí a origem das crises que assolam esses países e que são noticiadas por todos os jornais do mundo.