Artigos | Fundamentalismo ambiental em polvorosa: relatório americano os deixa de bunda de fora
Um relatório publicado [pela União Nacional de Fazendeiros dos Estados Unidos, principal sindicato rural norte-americano, em parceria com o, também americano, grupo lobista Avoided Deforestation Partners (Parceiros para o Desmatamento Evitado), vem provocando fortes reações no Brasil. Quem acompanha o blog viu que a divulgação do relatório por essas paragens iniciou-se com o post Os Nacionalistas têm razão?.
O relatório "Fazendas Aqui, Florestas Lá” diz que preservar a Amazônia trás uma grande vantagem para os fazendeiros americanos: refrear a concorrência de commodities agrícolas produzidas no Brasil.
O texto do relatório afirma que o desmatamento “levou a uma expansão dramática de commodities que competem diretamente com os produtos americanos” e cita como exemplos o gado e a soja brasileira e o óleo de palma da Indonésia. “Pode-se esperar uma redução na produção desses países como resultado de restrições ao uso de terras e aumento do custo de produção”. Com isso, o faturamento dos agricultores norte-americanos aumentaria em até 270 bilhões de dólares entre 2010 e 2030, afirma o relatório.
Entre as empresas que participam da coalizão Avoided Deforestation Partners estão algumas das maiores empresas poluidoras do setor elétrico americano como a Duke Energy, a PG&E, a El Paso Gas e a American Electric Power que é a maior produtora de energia elétrica a carvão do país. De acordo como o relatório, também participaram do trabalho algumas das principais ONG zambientalistas americanas, as organizações Conservation International, Environmental Defense Fund, National Wildlife Federation e The Nature Conservancy.
O fundamentalismo ambiental e os ambientalistas de ocasião brasileiros estão em polvorosa. O relatório derruba a máscara de quem faz ambientalismo sem compromisso com as pessoas. O ambientalismo é naturalmente anti-humano e a sociedade apóia porque isso não é claro e todos querem preservar o meio ambiente. Mas quando ficar evidente que o ambientalismo que se pratica no Brasil é contrário ao ser humano, o movimento ambiental brazuca passará por um evolução. O relatório americano apenas ajuda a derrubar essa máscara.
Sugestão aos ambientalistas fundamentalistas: aprendam a humanizar seu ambientalismo ou vocês se auto extinguirão.
Brazilian environmentalist: I Want You!
Ambientalista brasileiro: Eu quero você!
Salve o planeta, mate-se.
Amazônida, Engenheiro Agrônomo Geomensor, pós graduado em Gestão Econômica do Meio Ambiente (Mestrado) e Geoprocessamento (Especialização)