Artigos | O que é ser ético?
É ser o que todos nós gostaríamos que todos, sem exceção, fossem ou os que detêm o poder ou dinheiro não precisam ter ÉTICA.
Ética, confiabilidade aos que fazem as Leis e governam esse país?
Ético é pagar os impostos no dia certo, sem comprar nada pirata ou sem tenha nota fiscal, e quando atrasar os impostos, pague-se com alto índice de juros e multas, pois se assim não fizer. Você NÃO É ÉTICO.
Todos sabem do apreço e pela vontade que tenho de fazer algo por esse país e pelos meus compatriotas, mais ainda, sabem que não sou radical a ponto de não respeitar a economia, seja ela gerada no agronegócio ou no setor industrial.
Sabemos que da floresta e da terra sai o sustento de cada um de nós. Sinto pena daqueles que levantam bandeiras de ceticismo, sem uma analogia de que tudo esta em seu redor, seja no seu meio de trabalho ou na sua casa esta o fruto da floresta ou da terra, onde tudo que se planta nasce e sacia sua vida e lhes proporciona o conforto, ou até mesmo na sua morte lá está sua urna vinda da floresta.
Tem um slogan que acho certo: Fome termina com agricultura forte.
Mas, acordos políticos dos mandatários desse país com bancadas que mostram suas forças pelos bastidores e vice-versa não mostrando que estamos num país democrático. Isso não?
Somos chamados de idiotas e de covardes, na cara, pois sabem que farão acontecer e ficaremos só revoltados, nem nós, nem a área internacional ou científica temos força para impedir atitudes políticas deste tipo sejam tomadas.
Na matéria CÓDIGO FLORESTAL não existe partido, nem políticos, existe sim uma sede maior da ganância de se "dar bem". Após as eleições, são feitos nas nossas barbas conchavos. Todos eles querem ser São Tomé, precisam ver para crer se isso é ganho ou desgraça.
A troco de um agronegócio forte, a troco de ganância, de ter mais sem um mínimo de bom senso. Nos últimos anos, notícias e mais notícias catastróficas, de que a natureza vem dando como resposta à ação desordenada pelo homem. Agora, querem fazer isso como lei ordinária, onde todos nós temos que nos curvar, porque é a lei dos mais fortes a dos que realmente detêm o poder?
GUERRA DOS FORTES, os fracos que se calem.
Dia 14/12 (terça-feira agora) com acordos sorrateiros, o projeto do Deputado Aldo Rabelo volta ao plenário em regime de urgência e na próxima legislatura será votado na frente de todos outros projetos agendados. É isso que chamamos ou chamam de democracia. Políticas públicas para aqueles que só existem um só lado, o lado da razão e do que eles querem escutar. Bom isso, não? Está tudo como a regimento manda.
Na nossa ótica, só teremos desenvolvimento sustentável, quando todos saírem ganhando: o setor produtivo, o meio ambiente e o homem. A isto chamamos tripé sustentável.
Muito contrário das discussões sobre que é Sustentabilidade Ambiental que as facções radicais aplicam e propagam.
Não há hoje no mundo um conceito de dilapidação da floresta sem ver o homem no meio dela. Mas o que o setor produtivo na voz do deputado Aldo Rebelo, com o apoio do presidente que está no fim de mandado e o aval da presidente eleita, do líder do Governo, Cândido Vaccarezza (PT/SP), eles querem ver é um só lado, o lado da força de uma das bancadas mais fortes do congresso e do senado (os Ruralistas), e a sociedade terá que levantar a voz para que isso não aconteça. Tem que ser agora, antes do Natal.
Veja o dito Novo Código Florestal foi editado em 1965 há exatamente 45 anos. Ficaram discutindo 55 anos para ser realmente transformado em Lei. Poucos proprietários ruralistas conhecem de fato esse Código e a maioria não quer realmente conhecer. São meros críticos e algoz, e isso representa um evidente retrocesso.
Entendemos que hoje os interesses dos mais fortes prevalecem sobre o interesse nacional, sem usar o bom senso para que nenhuma parte saia prejudicada. O que a bancada ruralista está conseguindo é passar um rôlo compressor em cima da atual lei em vigor.
Vejamos em 1934, quando se fez a primeira Lei na época da República: o legislador já estava preocupado com a crescente dilapidação do patrimônio florestal do País, enquanto os particulares tivessem poder de livre disposição sobre as florestas. Se não fossem as Leis do passado, muito pouco teria restado da cobertura florestal natural do País. De Minas Gerais, até os pampas gaúchos o que sobrou de floresta? Em verdade, pouca vegetação florestal do país inteiro teria restado, até mesmo para que se possibilitasse a atual discussão!
Nesse novo fato o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente será mutilado em suas ações e, aí o Ministério Público, o único que tem voz para fazer cumprir a Lei, também terá que se enquadrar no novo Código Florestal em proposição sendo aprovado pela sua comissão.
O erro do governo militar em convidar os bravos e respeitáveis cidadãos da época a trazer o progresso para região Norte os torna vilões, mas, os que cometeram erros e os que estão cometendo os mesmos erros em desmatar mais do que a Lei manda não estão enquadrados como tal e isso não achamos nada justo, então, vamos generalizar, dá mesma forma que querem anistia, da forma pleiteada. Então, o governo anistia todos que estão inadimplentes com impostos ou multas para qualquer empresa e cidadão desse país. Ninguém deve mais nada e estamos quites. Se isso é justo, então votem o novo Código Florestal.
Com tudo isso, ainda levantamos a bandeira do “Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” Volto a afirmar que a isso chamamos de tripé sustentável.
Aqueles que concordam com a nossa lida de raciocínio enviem um e-mail de protesto para sripr@planalto.gov.br e digam:
Não concordo com essa forma de mudança de Lei ou com a Lei como todo.
Paulo Celso VILLAS-BÔAS
Presidente da Fundação VILLAS-BÔAS
Artigo reproduzido do site http://expedicaovillasboas.com.br